dizer as coisas, as coisas todas em palavras. palavras que me faltam, mas me têm. tentarei. sabendo, de antemão, que a resposta para a primeira indagação, o teu enfrentamento-estandarte, eu não tenho. saber quem sou é como um 'talvez' não dito, ou meramente a certeza do nada em meio ao tudo. que me faz pensar e depois indagar. que me causa agonia e faz dispensar. que carece definir e me faz simular. que quero descobrir e assim confessar. só sei que continuam por aqui os valores e princípios, os que tenho, poucos ou muitos, antes de qualquer julgamento ou análise crítica teus. não te prendas à rudeza de algumas palavras. estou tentando. descobertas são sempre bem-vindas, costumo assim achar. se me descobriste, não por pretensão minha, fico feliz. falas em amizade, creio que acertaste. fui eu, dizes. e continuo sendo. as coisas mudam num ciclo natural de início, meio e fim. começam e terminam constantemente, numa frequência líquida. e se renovam, tudo ao seu devido tempo. te enganas ao achar que a expressão de um sentimento, um nobre sentimento, foi o fator de mudança do rumo das coisas. a propósito, o rumo é sempre incerto. mas sem muito divagar, não quero que te arrependas. se eu puder querer. é que não existe previsão entre o que se sente e o que se faz. e dizer do gostar, do querer, do admirar, é deveras coragem. e demais belo. é a transparência de quem sente. e nisso a gente se encontra, mais uma vez. somos parecidos em alguns pontos, esse diálogo é prova concreta. e por mais que eu não esteja sendo direto, tu sabes que estou. e confesso que não compreendi alguns trechos teus. estrelismo não combina muito comigo. liberdade e saciedade das vontades cai melhor. se de alguma forma errei, perdão. mas é nisso que se funda a transparência, no agir involuntário, na obediência dos sentidos. se de ti me afastei, e não sei o quanto, não foi só por atitudes minhas. e aqui não falo de erros. mas por tua postura em diversos momentos. e pelo respeito, pelo carinho e pela admiração que partem de mim no recíproco. o meu esforço consiste em respeitar, em não querer nada forçar, em dar tempo ao retorno da espontaneidade. e isso eu sempre fiz, sem cessar. não me falta confiança. talvez sobre receio de alguém machucar. ou ingenuidade bastante de quem tem experiência em perder pessoas de certo valor por passo em falso. não me entendas mal. não me aches alheio. não me interpretes de maneira vulgar. essa percepção toda não é só tua. sinto também a falta do que não aconteceu, sem perder de vista que um dia pode voltar a acontecer e por acreditar que os bons momentos, os vividos, foram mais que válidos pela intensidade que em nós despertaram. o que começa, se desenvolve e termina, acaba de se renovar. perto ou distante, estarei sempre contigo.
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