uma unidade, um todo em dois, o que se completa. somos irmãos. com essa dependência, no silêncio dos gestos, nas palavras não ditas. sentimos juntos o abismo que há entre nós nesses dias. nesse elo de eternidade, do pacto tácito de não nos revelarmos por expresso. sentimos juntos. é isso. sem nada dizer. mas vendo um no outro o amparo, a força, a piedade. a força bruta, o porto. o lugar de repouso, pra qualquer hora. sem atraso, sem adiantamento. o ponto certo de se procurar no silêncio, no abstrato. nesse subentendido genial da nossa admiração um pelo outro. gostamos além do óbvio, além do dito. na possibilidade do pra sempre. no espaço entre os abraços. abraços de conforto. abraços de afeto. abraços. o que nos une nesses dias é a distância, esse fator-chave do sentir falta, do querer estar perto. estando perto. somos essa constância de sentimento, esse gostar íntegro. estamos juntos. na alegria de lembrar o que nos faz rir enquanto nos distraímos com a cafeína. e rimos tanto, sempre. numa felicidade sentida por nós, apenas nós. no nosso código, nas conversas casuais. e é, talvez, isso que nos alimenta nesses dias. nesses dias frios e difíceis. sabemos, e sentimos, o quanto estamos distantes esses dias. nesses dias em que mais nos encontramos em pensamento. para um abraço, para a vontade de sermos irmãos no quente do café, na ânsia de termos tempo novamente um pro outro.
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